sexta-feira, 20 de maio de 2016

"Quando imagino-me sentado em uma mesa de bar,compartilhando algumas  taças com a boemia,sinto-me completamente estranho,como um forasteiro.O mesmo que deve sentir um boêmio que imagina-se sentado á beira de uma lareira,compartilhando um livro com a solidão."
"O medo cava um abismo á frente de seus pés,impedindo-te de dar um único passo;
A esperança constrói uma ponte e estende as mãos convidando-te a seguir em frente."
"A esperança é o antídoto das impossibilidades."
"A educação é a melhor ferramenta para edificar uma vida digna e correta;
É uma pena que os homens tenham deixado a ferrugem corroê-la."
Eram nove horas de uma bela noite primaveril,quando ouvi os passos dela se aproximando do meu pequeno quarto entulhado de papéis e barras de chocolate,misturados com as roupas sujas e limpas,sobre e sob a cama.Ela estava linda.O seu sorriso largo e vasto,era como uma flor desabrochando no seio da primavera.Seus olhos percorriam toda a minha face pálida e medrosa e então...
-Sente-se,por favor.
Apenas isso.Não houve desejos de boas vindas,não houve um mínimo beijo,não houve um mísero "olá",não houve abraços.Houve apenas..."sente-se por favor."

Houve um profundo silêncio ensurdecedor.
Ela trajava um pequeno vestido de verão de cor vermelha viva,salto alto também vermelho,combinando perfeitamente com a cor do seu batom.(...).."você está linda".
Aquelas belíssimas curvas ficavam perfeitamente desenhadas nas ondulações do vestido.O vento atravessou a janela movimentando o seu longo  cabelo,negro como uma noite sem luar.Por tanto tempo,aquelas belas curvas,aquele elegante sorriso,aquele olhar embriagante,foram os motivos pelo qual todas as minhas poesias brotavam,afloravam  e verdejavam como um jardim em flor.
Ela se sentou na outra extremidade da cama e golpeou-me com um profundo olhar.
-O que houve amor?

E então...tentei começar a falar,mas os lábios me recusavam as palavras.Foram inúmeras tentativas sem sucesso,até que consegui dizer tudo o que eu estava ensaiando a dias.As palavras foram se jogando de dentro de mim,loucas,suicidas,desesperadas para saltarem fora do cárcere que as amordaçavam.Saíram embaralhadas,todas sem rumo certo,com alguns intervalos de silêncio,confusas,até que se juntaram e finalmente descreveram o que realmente eu queria dizer.



_Eu vou te fazer um pedido,inconveniente,porém,necessário.Eu desejo que você se vá querida.

Isso mesmo,eu desejo profundamente que você faça partida.Durante tanto tempo,você foi o grande motivo de toda a minha alegria,de todas as minhas  realizações,de todos estes poemas que descreveram o meu enorme amor por ti.Nunca na minha vida,o meu coração bateu tão desesperado,tão apaixonado,como quando conheci você querida.Eu te amo,com todas as minhas forças,com todos os meus mais sinceros sentimentos.Você ocupa os meus sonhos mais alegres,a sua voz cura toda a minha dor e eu queria te abraçar agora meu amor e fazer a sua morada nos meus braços pra que nunca mais você saia da minha existência.
No entanto,peço-te com a alma em prantos,que você vá embora,pois hoje meu amor,como a dias eu observo,apesar do seu lindo sorriso,vejo que o seu coração está ansioso para pulsar em outros braços



versos únicos

Não vou copiar versos
pra dizer "te amo"
toda a poesia que a ti declamo
são maravilhas que te confesso

Busco os júbilos da simplicidade
me rendendo também á beleza da rima
tudo pra agradar te,ó menina
pra engrandecer-me em felicidade

Se uma boca sequer dizer que a imito
dizendo que ela também diz que te ama
os meus versos são únicos e infinitos
é amor puro em febre e chama

Portanto,digo-te mulher amada
és para mim uma vida plena
és a minha doce alvorada
até os confins de minhas noites serenas
ney martins
Fuga dos astros


Fujam estrelas
Fuja Luar
Fujam para onde dormem os astros celestiais
suas bandeiras não se erguem nesta noite escura
durmam astros,fujam dessa sepultura
Fujam,ó astros para o berço eterno
Durmam nas garras do sono infinito
neste mundo de loucuras e de gritos
o universo os guardará deste inferno




Que nunca mais venha a lua, nem breve
que jamais apareça sol, a grande estrela
que o caos não torne a envolvê-las
que os astros durmam e que o caos se enterre

E que todos os seres percam a esperança
de viver sem luz e sem direção
o amor é uma grande escuridão
O amor é uma guerra, uma vingança

Que se calem todas as vozes
que se escondam todas as luzes
que se apague toda luz acesa
que o ódio amordace o amor
como a neve amordaça a natureza


E depois de tudo isso já passado
que o amor retorne na grande luz que se eleva
e este tempo adormecido em grande treva
vem despertar no grande mundo lapidado
e que permaneça eternamente assim
para que o grande rei não traga o fim